VELHO PUNK
Entrei num vagão no centro da cidade
Um coroa me chamou a atenção,
Coturno estourado, moicano abaixado
Ele tinha um "A" tatuado!
Vou te falar como anarquizei
Na década de 60 eu apavorei
Transei todas as menininhas rock a billy
Cantava numa banda, falava podreira
No radio não tocou, na TV não passou
Mas em woodstock punk apavorou!
VELHO PUNK!!! VELHO PUNK!!!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Garotos Podres
VO FAZE COCO
Enquanto voce de paleto e gravata
aparece na TV
e diz coisas que nao consigo entender!
o que que eu faço?
vou fazer coco
o que que eu faço?
vou fazer coco
voce vive prometendo que tudo vai melhorar
mais cada vez mais esta pior a situaçao!
enquanto voce promete
vou fazer coco
enquanto voce promete
vou fazer coco
enquanto voce sobe no palanque
pra tentar enganar todo o mundo!
enquanto voce fala
vou fazer coco
enquanto voce fala
vou fazer coco
enquanto voce de paleto e gravata
aparece na TV
e diz coisas que nao consigo entender!
o que que eu faço?
vou fazer coco
o que que eu faço?
vou fazer coco
o que que eu faço?
Ô,Ô, Ô, Ô,
Enquanto voce de paleto e gravata
aparece na TV
e diz coisas que nao consigo entender!
o que que eu faço?
vou fazer coco
o que que eu faço?
vou fazer coco
voce vive prometendo que tudo vai melhorar
mais cada vez mais esta pior a situaçao!
enquanto voce promete
vou fazer coco
enquanto voce promete
vou fazer coco
enquanto voce sobe no palanque
pra tentar enganar todo o mundo!
enquanto voce fala
vou fazer coco
enquanto voce fala
vou fazer coco
enquanto voce de paleto e gravata
aparece na TV
e diz coisas que nao consigo entender!
o que que eu faço?
vou fazer coco
o que que eu faço?
vou fazer coco
o que que eu faço?
Ô,Ô, Ô, Ô,
Ratos de Porão
Farça Nacionalista
Seu orgulho é totalmente sem sentido
Se trabalha como um animal
E vive como um cão.
Isso reprsenta algum tipo de sensacionalismo
Cópia mal tirada
Contradição.
Farsa Nacionalista
Farsa Nacionalista.
A pátria armada nas mãos dessa cambada
De extrema direita
T.F.P.
Ficará manipulada por burgueses moralistas
E não há lugar
Para você.
Farsa Nacionalista
Farsa Nacionalista.
Não sabe o que faz
Não sabe o que diz
Você não tem razão
Pra lamber tanto esse país.
Não pense que você
É uma solução
Violência e estupidez
Aqui sempre existiu
Aqui ninguém tem culpa
Se o país está na merda
Você está deixando
Isso aqui muito pior.
Seu orgulho é totalmente sem sentido
Se trabalha como um animal
E vive como um cão.
Isso reprsenta algum tipo de sensacionalismo
Cópia mal tirada
Contradição.
Farsa Nacionalista
Farsa Nacionalista.
A pátria armada nas mãos dessa cambada
De extrema direita
T.F.P.
Ficará manipulada por burgueses moralistas
E não há lugar
Para você.
Farsa Nacionalista
Farsa Nacionalista.
Não sabe o que faz
Não sabe o que diz
Você não tem razão
Pra lamber tanto esse país.
Não pense que você
É uma solução
Violência e estupidez
Aqui sempre existiu
Aqui ninguém tem culpa
Se o país está na merda
Você está deixando
Isso aqui muito pior.
O movimento punk no mundo
BRASIL
O movimento punk no Brasil surgiu no final da década de 1970. O precursor foi o guitarrista Douglas Viscaino, que fundou a banda Restos de Nada, primeira banda punk brasileira em meados de 1978. Nessa época surgiu uma legião de bandas com o mesmo molde que juntas formaram o movimento punk. Entre elas as bandas: AI-5, Condutores de Cadáver, Cólera em São Paulo, Aborto Elétrico em Brasília.
Desde 1976 e 1977, alguns roqueiros "mais antenados" já ouviam e tinham acesso aos discos dos Ramones, Sex Pistols, Clash e Stranglers, e também das bandas pré-punk como o MC5 e os Stooges. Porém foi só em 1978 que começaram a surgir bandas e gangues punks no Brasil. Os primeiros shows punks iriam ocorrer apenas em 1979.
Durante o final da década de 1970, haviam duas lojas que os punks freqüentavam e nas quais compravam seus discos, a Wop Bop e a Punk Rock Discos (do Fábio, da banda Olho Seco, e que mais tarde, no lugar onde ficava a loja, foi construída a Galeria do Rock). Como a maioria dos discos eram importados e muito caros, era extramente difícil conseguir material das bandas, então acabava acontecendo a troca de materiais por meio de fitas caseiras.
Um dos principais discos que influenciou o surgimento do punk rock no Brasil foi a coletânea da Revista Pop A Revista Pop Apresenta o Punk Rock, uma coletânea que continha 12 músicas de bandas como Sex Pistols, Ramones, Ultravox, London, Stinky Toys e outras. Os discos do Clash, dos Ramones e dos Sex Pistols também foram muito ouvidos, fora os discos do Stiff Little Fingers e do U.K. Subs, nos primórdios do movimento no Brasil. Nos anos 80, outras bandas como o Discharge, Exploited, Dead Kennedys e algumas bandas finlandesas como o Riistetyt e o Rattus ficaram bem populares e cairam no gosto da grande maioria dos punks brasileiros.
O primeiro disco de punk rock a ser gravado aqui foi a coletânea Grito Suburbano, que reunia três bandas: Cólera, Olho Seco e Inocentes. Eram também para ter participado da coletânea a banda Anarkólatras e o AI-5, mas devido a alguns problemas na gravação essas bandas acabaram "ficando de fora". A qualidade e a produção do disco é bem mediana, porém foi um disco corajoso, ousado e revolucionário para a época.
O primeiro disco punk de apenas uma banda, foi o EP Violência e Sobrevivência, do Lixomania. Hoje em dia, esse álbum pode ser encontrado em vinil por preços absurdos, variando de 100 até 700 reais.
Nos anos 1980 o punk explodiu no Brasil e surgiam inúmeras bandas em vários cantos do país, tanto no Rio Grande do Sul com Os Replicantes e Pupilas Dilatadas, no Nordeste com a banda Homicídio Cultural e também em São Paulo, ABC e Rio de Janeiro, com as bandas Hino Mortal, Garotos Podres e Ulster (ABC), Ratos de Porão, Psykóze e Fogo Cruzado (São Paulo), e no Rio de Janeiro Desordeiros e Espermogramix.
Devido a grande violência e brigas geradas pelas gangues punks, os jornais, noticiários e a mídia em geral começou a ver o movimento e os punks com maus olhos, criando até mentiras que desmoralizaram o movimento. Isso fez com que a maior parte da população ter uma imagem errada dos punks, e também os policias e militares terem atitudes mais radicais com os punks e a repressão entre eles aumentou. Atualmente, devido uma série de ocorridos semelhantes, os punks andam sofrendo uma série de "pequenos preconceitos", por parte da grande parte da população e pelos jovens mais fechados.
O movimento punk no Brasil seguiu firme e forte, mesmo com todas as dificuldades, e foi crescendo, e hoje praticamente todas cidades brasileiras tem uma cena punk e o movimento brasileiro é considerado um dos maiores do mundo, com muitas bandas brasileiras indo tocar na Europa em festivais importantes.
a decáda de 90.foi de grande importância na cena punk de minas gerais.surgem bandas como: consciência suburbana, anti sitema repressor e etc.que tiveram também muita importância na cena mineira.
O movimento punk no Brasil surgiu no final da década de 1970. O precursor foi o guitarrista Douglas Viscaino, que fundou a banda Restos de Nada, primeira banda punk brasileira em meados de 1978. Nessa época surgiu uma legião de bandas com o mesmo molde que juntas formaram o movimento punk. Entre elas as bandas: AI-5, Condutores de Cadáver, Cólera em São Paulo, Aborto Elétrico em Brasília.
Desde 1976 e 1977, alguns roqueiros "mais antenados" já ouviam e tinham acesso aos discos dos Ramones, Sex Pistols, Clash e Stranglers, e também das bandas pré-punk como o MC5 e os Stooges. Porém foi só em 1978 que começaram a surgir bandas e gangues punks no Brasil. Os primeiros shows punks iriam ocorrer apenas em 1979.
Durante o final da década de 1970, haviam duas lojas que os punks freqüentavam e nas quais compravam seus discos, a Wop Bop e a Punk Rock Discos (do Fábio, da banda Olho Seco, e que mais tarde, no lugar onde ficava a loja, foi construída a Galeria do Rock). Como a maioria dos discos eram importados e muito caros, era extramente difícil conseguir material das bandas, então acabava acontecendo a troca de materiais por meio de fitas caseiras.
Um dos principais discos que influenciou o surgimento do punk rock no Brasil foi a coletânea da Revista Pop A Revista Pop Apresenta o Punk Rock, uma coletânea que continha 12 músicas de bandas como Sex Pistols, Ramones, Ultravox, London, Stinky Toys e outras. Os discos do Clash, dos Ramones e dos Sex Pistols também foram muito ouvidos, fora os discos do Stiff Little Fingers e do U.K. Subs, nos primórdios do movimento no Brasil. Nos anos 80, outras bandas como o Discharge, Exploited, Dead Kennedys e algumas bandas finlandesas como o Riistetyt e o Rattus ficaram bem populares e cairam no gosto da grande maioria dos punks brasileiros.
O primeiro disco de punk rock a ser gravado aqui foi a coletânea Grito Suburbano, que reunia três bandas: Cólera, Olho Seco e Inocentes. Eram também para ter participado da coletânea a banda Anarkólatras e o AI-5, mas devido a alguns problemas na gravação essas bandas acabaram "ficando de fora". A qualidade e a produção do disco é bem mediana, porém foi um disco corajoso, ousado e revolucionário para a época.
O primeiro disco punk de apenas uma banda, foi o EP Violência e Sobrevivência, do Lixomania. Hoje em dia, esse álbum pode ser encontrado em vinil por preços absurdos, variando de 100 até 700 reais.
Nos anos 1980 o punk explodiu no Brasil e surgiam inúmeras bandas em vários cantos do país, tanto no Rio Grande do Sul com Os Replicantes e Pupilas Dilatadas, no Nordeste com a banda Homicídio Cultural e também em São Paulo, ABC e Rio de Janeiro, com as bandas Hino Mortal, Garotos Podres e Ulster (ABC), Ratos de Porão, Psykóze e Fogo Cruzado (São Paulo), e no Rio de Janeiro Desordeiros e Espermogramix.
Devido a grande violência e brigas geradas pelas gangues punks, os jornais, noticiários e a mídia em geral começou a ver o movimento e os punks com maus olhos, criando até mentiras que desmoralizaram o movimento. Isso fez com que a maior parte da população ter uma imagem errada dos punks, e também os policias e militares terem atitudes mais radicais com os punks e a repressão entre eles aumentou. Atualmente, devido uma série de ocorridos semelhantes, os punks andam sofrendo uma série de "pequenos preconceitos", por parte da grande parte da população e pelos jovens mais fechados.
O movimento punk no Brasil seguiu firme e forte, mesmo com todas as dificuldades, e foi crescendo, e hoje praticamente todas cidades brasileiras tem uma cena punk e o movimento brasileiro é considerado um dos maiores do mundo, com muitas bandas brasileiras indo tocar na Europa em festivais importantes.
a decáda de 90.foi de grande importância na cena punk de minas gerais.surgem bandas como: consciência suburbana, anti sitema repressor e etc.que tiveram também muita importância na cena mineira.
Década de 1990: Pop Punk
O Pop Punk foi o principal responsável pelo suscesso e revivalismo do punk rock na década de 1990, e tinha como seus principais nomes as bandas Green Day, Blink 182, Offspring, Sum 41 e outras. Green Day foi e é banda com mais sucesso no pop punk da década de 90.
O estilo nasceu na costa oeste americana pelo final dos anos 1980 e início dos anos 1990, principalmente na Califórnia, iniciada por adolescentes influenciados pela música punk da década anterior e um pouco pelo som do grunge, apesar de não adotarem a atitude dos mesmos e não fazerem parte do movimento punk.
A sonoridade do Pop Punk se caracteriza por uma batida de punk rock bem mais leve que a original, vocal limpo e agudo, contrabaixo com arranjo independente e guitarras em harmonia, com direito a solos curtos, porém seguindo regras musicais, campo harmônico, melodias agradáveis, entre outros. É um gênero muito polêmico muitas vezes considerado errôneo ou até mesmo inexistente, e geralmente desprezado pelos punks, pois no geral as bandas são completamente comerciais na opinião dos punks e não adotam a postura ou a atitude das bandas punks tradicionais. As letras falam apenas sobre coisas de adolescentes, como namoro, garotas, colégio, país, bebidas, festas, skate e tudo mais que faz parte da cultura da classe média e rica dos jovens americanos.
No visual do Pop Punk usa-se bastante calças folgadas, bermudas, camisas de malha, tênis, roupas da moda ou de marca, cabelo espetado ou careca, boné ou touca, piercings e tatuagens.
O suscesso comercial do estilo abriu várias portas para algumas bandas antigas de punk rock dos anos 1970 ou 1980 voltarem à atividade e foi um dos principais responsáveis pelo suscesso do estilo nessa época.
O estilo nasceu na costa oeste americana pelo final dos anos 1980 e início dos anos 1990, principalmente na Califórnia, iniciada por adolescentes influenciados pela música punk da década anterior e um pouco pelo som do grunge, apesar de não adotarem a atitude dos mesmos e não fazerem parte do movimento punk.
A sonoridade do Pop Punk se caracteriza por uma batida de punk rock bem mais leve que a original, vocal limpo e agudo, contrabaixo com arranjo independente e guitarras em harmonia, com direito a solos curtos, porém seguindo regras musicais, campo harmônico, melodias agradáveis, entre outros. É um gênero muito polêmico muitas vezes considerado errôneo ou até mesmo inexistente, e geralmente desprezado pelos punks, pois no geral as bandas são completamente comerciais na opinião dos punks e não adotam a postura ou a atitude das bandas punks tradicionais. As letras falam apenas sobre coisas de adolescentes, como namoro, garotas, colégio, país, bebidas, festas, skate e tudo mais que faz parte da cultura da classe média e rica dos jovens americanos.
No visual do Pop Punk usa-se bastante calças folgadas, bermudas, camisas de malha, tênis, roupas da moda ou de marca, cabelo espetado ou careca, boné ou touca, piercings e tatuagens.
O suscesso comercial do estilo abriu várias portas para algumas bandas antigas de punk rock dos anos 1970 ou 1980 voltarem à atividade e foi um dos principais responsáveis pelo suscesso do estilo nessa época.
Pós-Punk
Quando se fala em Pós-punk (ou Post-punk), nos referimos a um dos fenômenos culturais que surgiram após o auge do punk em 1977. Apesar de característico da Inglaterra e Estados Unidos, é comumente definido como um movimento especificamente inglês. Sua influência sobre a música gerou pequenas cenas semelhantes em diversos outros países. De modo geral, é interpretado como uma absorção da ética "faça-você-mesmo" (DIY ou do-it-yourself, em inglês), e do caráter visceral do punk, e ao mesmo tempo como uma negação dos novos rumos que este começava a adquirir — por exemplo, a inflexibilidade do princípio de simplicidade, a absorção dos costumes pela indústria cultural, o aparecimento de "regras" de conduta punk, etc. Na Inglaterra o período é dividido em dois momentos, de 1977 a 1979 e de 1980 a 1983.
O pós-punk é com freqüência e equivocadamente referido como sinônimo para música gótica ou como sinônimo de indie rock. Isso se deve porque o pós-punk criou estes gêneros, pois os artistas do pós-punk adicionaram suas influências livremente no punk rock, como temas líricos, ultra-românticos, abstratos e obscuros. Trata-se da simplicidade e da atitude punk misturado com outros estilos, como os conceitos e a mentalidade da vanguarda artística, que assim como os punks, também usaram da rebeldia na sua época, ao negar os padrões da música através do experimentalismo e criando assim de fato uma música livre, sincera e conceitual.
Muitas vezes também se confunde o pós-punk com a new wave, embora seja mais adequado usar o termo "new wave" para as bandas da época com inclinações comerciais e influenciadas pela cultura pop, e o termo "pós-punk" para o lado mais alternativo e experimental.
O início do pós-punk inglês ocorre com a formação das bandas Magazine e Public Image Ltd entre o final de 1977 e o começo de 1978. A primeira liderada pelo ex-vocalista e compositor do Buzzcocks, Howard Devoto, e a segunda pelo ex-vocalista e compositor do Sex Pistols, Johnny Rotten (que a partir de então assumiu seu nome real John Lydon). Ambas foram fundadoras e favoritas do punk inglês e com seus novos projetos assumiam deliberadamente uma postura de ruptura e aversão aos rumos comerciais e dogmáticos. Antes, a também veterana banda punk Wire já evidenciava estruturas mais complexas e melódicas em algumas faixas do seu disco de 1977, Pink Flag (que é tido até hoje como um clássico e um dos melhores álbuns da "primeira geração" punk). disco de estréia do Public Image Ltd, First Issue, de 1978, John Lydon introduz algumas das principais características do pós-punk: o destaque em primeiro plano para o baixo, a guitarra como uma espécie de segunda voz (em vez do uso de riffs como base para o cantor) e as letras cheias de cinismo e existencialismo. O Magazine, com seu disco de estréia, também de 1978, Real Life, inaugura outras essenciais características do estilo ao usar sintetizadores para criar uma ambientação gélida e espaço vazio, cantar com uma voz ácida e construir melodias mais emotivas.
Nos Estados Unidos, uma tendência para uma música mais introspectiva, e ao mesmo tempo influenciada pelo "faça-você-mesmo" e a antitécnica, já era desenvolvida paralela ao punk. Dois grupos da primeira geração punk norte-americana, Television e Patti Smith, eram obviamente distintos dos seus companheiros Ramones e Blondie, e demonstravam os elementos, pelo menos conceituais, do pós-punk inglês. É também dos Estados Unidos o grupo Rocket From the Tombs, que daria origem à banda punk Dead Boys e ao extremamente influente sobre o pós-punk, Pere Ubu. O primeiro mini-disco do Pere Ubu, Datapanik In the Year Zer', de 1978, inaugura o interesse pelo surrealismo, a experiência com vocais bizarros e melodias ao mesmo tempo kitsch e extremamente enigmáticas. O disco de estréia, The Modern Dance, do mesmo ano, é um marco porque introduz o interesse pela experimentação de ruídos, colagens e efeitos sonoros nunca explorados pelo punk, além de substituir a poética objetiva pela abstração ambígua. O pós-punk americano, apesar de ser análogo ao inglês, não teve o mesmo significado.
O punk americano, no que diz respeito a relação com a sociedade, era superficial comparado à atitude niilista e negativa dos punks ingleses, desta forma não havia, para a maioria, grandes problemas com a explosão de bandas "simpáticas" e comerciais (os veteranos americanos do Blondie eram desde o começo representantes desta postura) e conseqüentemente não haveria uma "morte do punk" de onde o pós-punk surgiria. O pós-punk norte-americano se desenvolveu paralelamente ao punk, tendo suas bases numa longa tradição de músicos experimentais como Velvet Underground, Captain Beefheart, Frank Zappa e Yoko Ono, e não os destroços do punk.
Dos principais nomes do Pós-punk, podemos citar o Public Image Ltd, Magazine, Mekons, The Fall, Wire, Joy Division, Bauhaus, Killing Joke, Gang of Four (inglesas) e os Big Black, Savage Republic, Swans, Sonic Youth e Pere Ubu (americanos).
A partir dos anos 80, uma série de mudanças culturais e fatos marcantes acabaram determinando a diluição do pós-punk em novos estilos.
O pós-punk é com freqüência e equivocadamente referido como sinônimo para música gótica ou como sinônimo de indie rock. Isso se deve porque o pós-punk criou estes gêneros, pois os artistas do pós-punk adicionaram suas influências livremente no punk rock, como temas líricos, ultra-românticos, abstratos e obscuros. Trata-se da simplicidade e da atitude punk misturado com outros estilos, como os conceitos e a mentalidade da vanguarda artística, que assim como os punks, também usaram da rebeldia na sua época, ao negar os padrões da música através do experimentalismo e criando assim de fato uma música livre, sincera e conceitual.
Muitas vezes também se confunde o pós-punk com a new wave, embora seja mais adequado usar o termo "new wave" para as bandas da época com inclinações comerciais e influenciadas pela cultura pop, e o termo "pós-punk" para o lado mais alternativo e experimental.
O início do pós-punk inglês ocorre com a formação das bandas Magazine e Public Image Ltd entre o final de 1977 e o começo de 1978. A primeira liderada pelo ex-vocalista e compositor do Buzzcocks, Howard Devoto, e a segunda pelo ex-vocalista e compositor do Sex Pistols, Johnny Rotten (que a partir de então assumiu seu nome real John Lydon). Ambas foram fundadoras e favoritas do punk inglês e com seus novos projetos assumiam deliberadamente uma postura de ruptura e aversão aos rumos comerciais e dogmáticos. Antes, a também veterana banda punk Wire já evidenciava estruturas mais complexas e melódicas em algumas faixas do seu disco de 1977, Pink Flag (que é tido até hoje como um clássico e um dos melhores álbuns da "primeira geração" punk). disco de estréia do Public Image Ltd, First Issue, de 1978, John Lydon introduz algumas das principais características do pós-punk: o destaque em primeiro plano para o baixo, a guitarra como uma espécie de segunda voz (em vez do uso de riffs como base para o cantor) e as letras cheias de cinismo e existencialismo. O Magazine, com seu disco de estréia, também de 1978, Real Life, inaugura outras essenciais características do estilo ao usar sintetizadores para criar uma ambientação gélida e espaço vazio, cantar com uma voz ácida e construir melodias mais emotivas.
Nos Estados Unidos, uma tendência para uma música mais introspectiva, e ao mesmo tempo influenciada pelo "faça-você-mesmo" e a antitécnica, já era desenvolvida paralela ao punk. Dois grupos da primeira geração punk norte-americana, Television e Patti Smith, eram obviamente distintos dos seus companheiros Ramones e Blondie, e demonstravam os elementos, pelo menos conceituais, do pós-punk inglês. É também dos Estados Unidos o grupo Rocket From the Tombs, que daria origem à banda punk Dead Boys e ao extremamente influente sobre o pós-punk, Pere Ubu. O primeiro mini-disco do Pere Ubu, Datapanik In the Year Zer', de 1978, inaugura o interesse pelo surrealismo, a experiência com vocais bizarros e melodias ao mesmo tempo kitsch e extremamente enigmáticas. O disco de estréia, The Modern Dance, do mesmo ano, é um marco porque introduz o interesse pela experimentação de ruídos, colagens e efeitos sonoros nunca explorados pelo punk, além de substituir a poética objetiva pela abstração ambígua. O pós-punk americano, apesar de ser análogo ao inglês, não teve o mesmo significado.
O punk americano, no que diz respeito a relação com a sociedade, era superficial comparado à atitude niilista e negativa dos punks ingleses, desta forma não havia, para a maioria, grandes problemas com a explosão de bandas "simpáticas" e comerciais (os veteranos americanos do Blondie eram desde o começo representantes desta postura) e conseqüentemente não haveria uma "morte do punk" de onde o pós-punk surgiria. O pós-punk norte-americano se desenvolveu paralelamente ao punk, tendo suas bases numa longa tradição de músicos experimentais como Velvet Underground, Captain Beefheart, Frank Zappa e Yoko Ono, e não os destroços do punk.
Dos principais nomes do Pós-punk, podemos citar o Public Image Ltd, Magazine, Mekons, The Fall, Wire, Joy Division, Bauhaus, Killing Joke, Gang of Four (inglesas) e os Big Black, Savage Republic, Swans, Sonic Youth e Pere Ubu (americanos).
A partir dos anos 80, uma série de mudanças culturais e fatos marcantes acabaram determinando a diluição do pós-punk em novos estilos.
New Wave
Assim como o punk recebeu uma versão mais agressiva e mais extrema, o hardcore punk, ele recebeu também uma versão mais "açucarada" e mais comercialmente viável: a new wave.
Pode se dizer que o new wave é, na prática, um punk rock misturado com o synthpop, ou com o funk, disco, pop e glam rock e sem as letras críticas. As letras das bandas de new wave geralmente tratavam de coisas mais "bobas e alegres".
Bandas com estilo visual e musical diversificados se enquadram dentro do conceito "New Wave", de modo que, enquanto umas soavam mais pop, alegres, dançantes e coloridas, outras seguiam uma estética musical mais rock'n'roll, lírico-melancólica, dark e eletrônica (assim como o pós-punk), mas buscando sempre um certo "verniz" pop, de mais fácil digestão auditiva.
Uma das principais características do new wave foi o excesso de sintetizadores e teclados nas músicas (embora nem todas as bandas new wave adicionassem tais instrumentos).
Alguns dos principais nomes do new wave foram o The Smiths, The Cure, The Police, Siouxsie and the Banshees, Pretenders e o Blondie.
Pode se dizer que o new wave é, na prática, um punk rock misturado com o synthpop, ou com o funk, disco, pop e glam rock e sem as letras críticas. As letras das bandas de new wave geralmente tratavam de coisas mais "bobas e alegres".
Bandas com estilo visual e musical diversificados se enquadram dentro do conceito "New Wave", de modo que, enquanto umas soavam mais pop, alegres, dançantes e coloridas, outras seguiam uma estética musical mais rock'n'roll, lírico-melancólica, dark e eletrônica (assim como o pós-punk), mas buscando sempre um certo "verniz" pop, de mais fácil digestão auditiva.
Uma das principais características do new wave foi o excesso de sintetizadores e teclados nas músicas (embora nem todas as bandas new wave adicionassem tais instrumentos).
Alguns dos principais nomes do new wave foram o The Smiths, The Cure, The Police, Siouxsie and the Banshees, Pretenders e o Blondie.
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